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Nossa Senhora da Glória, rogai por nós!

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Evangelho do dia.

Evangelho (Mc 2,18-22)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?” Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar. Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Fazer o bem é uma oração eficaz

“Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles” (Mt 7,12).

Ao fazermos ao outro o que queremos que este nos faça, nós nos tornamos mais humanos; dessa forma, a
semelhança de Deus em nós é restaurada. Praticar o bem é uma oração eficaz, capaz de transformar os corações mais endurecidos. E quanto mais nós fazemos boas obras, tanto mais o nosso coração se dilata, o amor ganha espaço e se traduz em atos concretos, em serviço.
Temos um longo dia a percorrer e a ajudar o próximo sem olhar a quem. Aprendamos com Jesus a fazer o bem e a fazer bem todas as coisas.
Rezemos assim em todos os momentos: “Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso”.
Jesus, eu confio em Vós!
Fonte: Canção Nova

segunda-feira, 15 de julho de 2013

O que é a fé?

Quando se pergunta o que é a fé, é necessário considerar a existência de seus vários tipos. Um exemplo é a fé assentimento da inteligência, a fé confiança, a fé estabilidade. Mas, no nosso caso, podemos nos ater àquela que nos possibilita aceitar a salvação que Jesus nos deu. Antes de mais nada, é importante dizer que a fé é um dom de Deus, um presente para aqueles que lha abrem o coração.
A fé é a coisa mais simples e evidente do Novo Testamento. É uma pena que muitos só a descubram no fim de sua vida. No fundo, trata-se simplesmente de dizer “sim” a Deus, pois Este criou o homem livre para que pudesse aceitar livremente a vida e todo o dom que vem d’Ele. O Senhor esperava que o homem se aceitasse como uma criatura e respondesse com um “sim” ao Seu plano de amor, mas Ele recebeu um “não” que configura todo pecado, pois, na verdade, o pecado nada mais é do que o “não” da criatura ao Criador, um rompimento com o seu Senhor. Porém, Deus, que não encontra limites em Seu amor e na Sua bondade, oferece ao homem uma nova oportunidade, uma nova chance de ser feliz e de se realizar, perguntando-lhe: “Você aceita a salvação que o Meu Filho trouxe? Aceita ser curado de todos os seus males e liberto de tudo o que o oprime para viver uma vida nova em Jesus?”.
Ter fé significa dizer “sim, Senhor, eu aceito!”. Quando isso é dito do fundo da alma, com toda sinceridade, nasce uma nova criatura. O homem renasce no exato momento em que Jesus dá a sua vida por ele, morre por ele no momento em que ele reconhece a salvação e se torna consciente da vida nova que lhe foi proporcionada pelo sacrifício do Senhor.

A fé se manifesta pelo “sim” livre e consciente que o ser humano dá a Deus como resposta à Sua proposta de salvação.

Fonte: Canção Nova.

sábado, 11 de maio de 2013

Não podemos nos tornar escravos do medo.

“Todos os meus temores se realizam, e aquilo que me dá medo vem atingir-me” (Jó 3, 25).

Não podemos nos tornar escravos do medo; ao contrário, temos de lutar contra esse sentimento, sempre confiando em Deus. Na verdade, o que o inimigo quer é que nos tornemos escravos dele [medo] e da doença para que fiquemos mergulhados na autopiedade e revoltados com Deus e com as pessoas que estão à nossa volta. 

Por isso, se você está doente, reze, peça oração e procure um médico. Esse profissional possui os meios para nos ajudar. Não se entregue ao desespero, pois a medicina provém de Deus (cf. Eclesiástico 38, 9-12). 

Na hora da dor abandone-se nas mãos do Senhor, lute para não murmurar e não entregue a sua alma à tristeza. Una-se à cruz de Cristo oferecendo todo o seu sofrimento em desagravo aos pecados cometidos contra o Sagrado Coração de Jesus, pela conversão dos pecadores, pela conversão de seus familiares e pelas almas do purgatório, entregando tudo como sacrifício agradável ao Senhor. 

Deus abençoe você,

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

É a hora do Espírito Santo de Deus!

É tempo de restauração! Nós somos o povo de Deus de hoje! Houve o povo da primeira Aliança: os judeus. Eles ainda continuam sendo o povo do Senhor. Mas existe agora o povo da Nova Aliança, que somos nós. Assim como o Senhor precisou ressuscitar o povo da Antiga Aliança, e não uma só vez, Ele agora, nestes tempos, quer fazer muito mais. Graças a Deus estamos no começo dessa obra de ressurreição. 

O Senhor quer restaurar o povo de Deus que somos nós. Ele quer restaurar a Sua Igreja. Não se trata de reformar. É muito mais que isso, é muito mais lindo! É restaurar a Igreja.

“Profetiza ao espírito, disse-me o Senhor, profetiza, filho do homem, e dirige-te ao espírito: eis o que diz o Senhor Javé: vem, espírito, dos quatro cantos do céu, sopra sobre esses mortos para que revivam” (Ezequiel 37, 9-10ss).

Nós somos esses ossos ressequidos. O Senhor quer ressuscitar o Seu povo que está igualzinho àqueles ossos: “Nossos ossos estão secos, nossa esperança está morta! Estamos perdidos” (cf. Ezequiel 37, 11).

O Senhor, Ele mesmo, está renovando a Sua Igreja com o poder do Seu Espírito. É a hora do Espírito! É a hora da Igreja! 

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Tempo de calar e amar

O mundo vem sendo tomado de tal maneira pela iniquidade e pela indiferença religiosa que, por conta disso, Deus escolheu para a nossa geração a misericórdia. Ele é o Pai das Misericórdias. Nós todos somos chamados a usar de misericórdia para com os demais. Você precisa amar os seus e seja quem for que esteja no caminho errado. E como é duro amar uma pessoa assim, não é mesmo?! Mas é preciso buscar de misericórdia para amá-la pedindo essa graça ao Espírito Santo de Deus. 

Talvez você esteja muito machucado com situações e atos que não condigam com sua vontade, mas mesmo assim precisa ter gestos de amor com quem os pratica. Usar de amor e misericórdia não significa que devamos cruzar os braços, mas agir cheios de ternura. Nesse processo, muitas vezes, não seja preciso falar, mas calar; pois talvez já tenhamos falado demais, por isso talvez seja hora de nos calar e nos encher de esperança, de gestos de amor e carinho. Sempre orando sem cessar.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Educar com amor

Vejam que sábio ensinamento de Dom Bosco: "Assim procedia Jesus com seus apóstolos; tolerava-os na sua ignorância e rudeza, e até mesmo na sua pouca fidelidade. A afeição e a familiaridade com que tratava os pecadores eram tais que em alguns causava espanto; em outros, escândalo, mas em muitos infundia a esperança de receber o perdão de Deus. Por isso nos ordenou que aprendêssemos d'Ele a ser mansos e humildes de coração.

Uma vez que são nossos filhos, afastemos toda cólera quando devemos corrigir-lhes as faltas ou, pelo menos, a moderemos de tal modo que pareça totalmente dominada.

Nada de agitação de ânimo, nada de desprezo no olhar, nada de injúrias nos lábios; então sereis verdadeiros pais e conseguireis uma verdadeira correção.

Em determinados momentos muito graves, vale mais uma recomendação a Deus, um ato de humildade perante Ele, do que uma tempestade de palavras que só fazem mal a quem as ouve e não têm proveito algum para quem as merece" (Trecho extraído do "Ofício das Leituras - Das cartas de São João Bosco").

São João Bosco, rogai por nós para que consigamos educar nossas crianças com amor.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Maria escolheu a melhor parte

Somente as coisas essenciais são capazes de preencher o nosso coração e a nossa alma, porque o essencial é divino. Muitas coisas são importantes, mas o que satisfaz, de fato, o nosso coração é o único essencial: Jesus Cristo.
O próprio Jesus disse a Marta no Evangelho: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada” (Lc 10,41-42).
Fomos criados por Deus para amá-Lo e adorá-Lo sobre todas as coisas. Esta é a nossa nobreza.
Vamos hoje adorar a Deus de todo o nosso coração e de toda a nossa alma?
Jesus, ensina-nos a sermos verdadeiros adoradores.
Jesus, eu confio em Vós!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O chamado de Deus


Imagem de DestaqueTodo batizado tem uma missão a realizar

Nós, que pelo batismo somos irmãos em Cristo, somos chamados a uma alta vocação. Nós cristãos somos vocacionados a viver a vida de Jesus, de quem somos imagem e semelhança. Pelo batismo ressuscitamos com Cristo, por isso, somos chamados a buscar as coisas do alto (cf. Cl 3, 1), a nos revestir do homem novo. Pois, o homem velho está morto e a nossa vida está escondida com Cristo em Deus (cf. Cl 3, 3).
Viver a vida de Cristo significa assumir o seu projeto de justiça e santidade, que não meramente exterior, mas principalmente interior. O Reino de Deus, onde acontecerá a justiça e a santidade está dentro de nós, pois ressuscitamos com Cristo. Ele está em nós e a sua vida passará a se manifestar em nós a partir da nossa fé e adesão a essa vocação, a esse projeto de vida e de santidade.
A partir dessa adesão a Jesus Cristo, ao Seu projeto de amor em nossas vidas, se manifestará em nós a vocação, o chamado de assumir a nossa cruz e segui-lo. Como os apóstolos e discípulos de Jesus, somos chamados anunciar essa vida nova, esse projeto de justiça e santidade. Projeto este que comporta acolher o mistério da cruz de Cristo em nossas vidas. Pois, vivemos, mas não somos nós, é Cristo que vive em nós (cf. Gl 2, 20). E, se Ele vive em nós, o mistério de Sua cruz passa a fazer parte de nossas vidas.
Dentre os cristãos, que são chamados a viver o Reino de Deus já aqui neste mundo, existem aqueles que por uma vocação, por uma escolha de Deus, são separados para um ministério específico dentro da Igreja, como o sacerdócio, a vida religiosa e missionária. Por isso, cada um de nós cristãos somos convidados a  nos colocarmos diante de Deus e questionar-se a respeito desse chamado de Deus para o Seu serviço e da comunidade. A exemplo de Santa Terezinha, padroeira das missões, os vocacionados são convidados a responder o chamado de Deus com generosidade de coração.

Aqueles que não são chamados a estas vocações, não devem sentir-se menosprezados, pois têm a vocação sublime de santificar as suas famílias e a sociedade. Todos os cristãos têm a vocação dentro da Igreja, que é a santidade. Fazemos parte do corpo místico de Cristo, que é a Igreja, somos membros de Jesus Cristo, cabeça da Igreja. Por isso, devemos orar e oferecer sacrifícios pelos vocacionados, que Deus suscitou para o serviço e o bem de toda a Igreja.

Oremos por cada pessoa que é chamada a uma vocação missionária ou ministério dentro da Igreja, principalmente neste mês, dedicado às missões. Rezemos para que os vocacionados à vida religiosa e missionária respondam com alegria e generosidade de coração ao chamado de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que eles vivam a vida de Jesus e produzam frutos abundantes a Igreja. Peçamos também a Virgem Maria que, da mesma maneira que ela cuidou generosamente de Jesus, cuide desses vocacionados, os fortaleça e lhes dê perseverança no caminho que conduz ao serviço do Reino dos Céus e à salvação.
Natalino Ueda - Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Você está sendo perseguido?

Não é possível ser cristão e não ser perseguido. Quem não passa – como Jesus Cristo – por perseguições, controvérsias e tribulações de todo tipo é porque não está vivendo um autêntico Cristianismo. Jesus nos mostra isso como bem-aventurança:

"Felizes sois vós quando vos insultam, vos perseguem e mentindo dizem contra vós toda a espécie de mal por minha causa. Alegrai-vos e regozijai-vos, porque grande é a vossa recompensa nos céus: foi assim, com efeito, que perseguiram os profetas que vos precederam" (Mateus 5,11-12a).

Profeta não é aquele que adivinha o futuro, e sim aquele por meio do qual Deus fala. Somos os meios que Deus usa para falar. Justamente por causa disso – aqueles que não aceitam a Jesus e o Evangelho – acabam nos agredindo. Na verdade, eles investem contra Aquele que fala e faz em nós, e nós é que acabamos sendo atingidos.

E o que devemos fazer? Essa mesma passagem bíblica nos dá a resposta: "Alegrai-vos e regozijai-vos, porque grande é a vossa recompensa nos céus: foi assim, com efeito, que perseguiram os profetas que vos precederam" (Mateus 5,12).

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

sábado, 15 de setembro de 2012

Sete Dores de Maria

  1ª. Dor - Apresentação de meu Filho no templo

Nesta primeira dor veremos como o coração de Maria Santíssima foi transpassado por uma espada, quando Simeão profetizou que o Filho dela seria a salvação de muitos, mas também serviria para ruína de outros. A virtude que aprendemos nesta dor é a da santa obediência. Sejamos obedientes aos superiores, porque são eles instrumentos de Deus.

Quando soube que uma espada lhe atravessaria a alma, desde aquele instante Maria experimentou sempre uma grande dor, mas sempre olhava para o Céu e dizia: 'Em vós confio'. Quem confia em Deus jamais será confundido. Em nossas penas, angústias, confiemos em Deus e jamais nos arrependeremos dessa confiança.

Quando a obediência nos trouxer qualquer sacrifício, confiando em Deus, a Ele entreguemos nossas dores e apreensões, sofrendo de bom grado por amor. Obedeçamos não por motivos humanos, mas pelo amor Daquele que por nosso amor se fez obediente até a morte de Cruz.  

2ª. Dor - A fuga para o Egito

Irmãos, quando Jesus, Maria e José fugiram para o Egito, foi grande dor saber que desejavam matar o seu filho, aquele que trazia a salvação! Maria não se aflige pelas dificuldades em terras longínquas; mas por ver seu filho inocente perseguido, por ser o Redentor. Maria suportou o exílio por amor e por alegria por Deus fazer dela cooperadora do mistério da salvação. No exílio Maria sofreu provocações, mas as portas do Céu futuramente abriam para Maria. Esta dor nos ensina a aceitar as provocações do dia-a-dia com alegria de quem sofre para agradar a Deus. Esse agir e esse procedimento chamam-se santidade. No meio da dor sofrem os infelizes, entregam-se ao desespero, porque não têm a amizade divina, que traz paz e confiança em Deus. Por isso, somos convidados a aceitar os sofrimentos por amor a Deus. Exultemos de alegria, porque grande é o nosso merecimento, assemelhando-nos a Jesus Crucificado, que tanto sofreu por amor a vossas almas!  

3ª. Dor - Perda do Menino Jesus

Maria procurou Jesus por três dias. Maria tinha consciência de que Ele era o Messias prometido. Quando o encontrou no Templo, no meio dos doutores, ao dizer-lhe que havia deixado sua mãe três dias em aflição, ele respondeu-lhe: “Eu vim ao mundo para cuidar dos interesses de meu Pai, que está no Céu”. À esta resposta do meigo Jesus, Maria emudeceu e compreendeu que sendo o seu Filho, Homem e Deus, aquele que salva assim deveria proceder, submetendo a sua vida à vontade de Deus, que muitas vezes nos fere em proveito de nossos irmãos.

Jesus deixou Maria por três dias angustiada para proveito da salvação. Aqui devemos contemplar as mães que choram, ao verem os seus filhos generosos ouvirem o chamamento divino, aprendendo com Maria a sacrificar o seu amor natural. Se seus filhos forem chamados para trabalhar na vinha do Senhor, não abafem tão nobre aspiração, como é a vocação religiosa. Mães e pais dedicados, ainda que o seu coração sangre de dor, deixem seus filhos partirem, deixem corresponder aos desígnios de Deus, que usa com eles de tanta predileção. Pais que sofrem, ofertem a Deus a dor da separação, para que seus filhos, que foram chamados, possam ser na realidade bons filhos Daquele que os chamou. Lembrem-se que seus filhos a Deus pertencem e não a vocês. Devem criá-los para servir e amar a Deus neste mundo, e um dia no Céu O louvarem por toda a eternidade.

Pobres aqueles que querem prender seus filhos, abafando-lhes a vocação! Os pais que assim procedem podem levar seus filhos à perdição eterna e ainda terão que dar contas a Deus no último dia. Porém, protegendo suas vocações, encaminhando-os para tão nobre fim, que bela recompensa receberão estes pais afortunados! Ainda que aqui chorem de saudades e a separação lhes custe muitas lágrimas, eles serão abençoados! E vocês, filhos prediletos chamados por Deus, procedam como Jesus procedeu comigo: primeiramente obedeça à vontade de Deus, que os chamou para habitar na sua casa, quando diz: 'Quem ama seu pai e sua mãe mais do que a mim não é digno de Mim'. Vigiem se, por causa de um amor natural, deixam de corresponder ao chamado divino!

Almas eleitas chamadas e que sacrificam as afeições mais caras e a sua própria vontade para servir a Deus! Grande é sua recompensa. Avante! Sejam generosas em tudo e louvem a Deus por terem sido escolhidas para tão nobre fim.

Vocês que choram, pais, irmãos, regozijam-se, porque suas lágrimas um dia converter-se-ão em pérolas, como as de Maria Santíssima se converteram em favor da humanidade.

4ª. Dor - Doloroso encontro no caminho do Calvário

Contemplemos e vejamos se há dor semelhante à dor de Maria Santíssima, quando encontrou-se com seu divino Filho a caminho do Calvário, carregando uma pesada cruz e insultado como se fosse um criminoso.

'É preciso que o Filho de Deus seja esmagado para abrir as portas da mansão da paz!' Lembremo-nos de suas palavras e aceitemos a vontade do Altíssimo, nossa força em horas tão cruéis de nossa vida.

Ao encontrá-lo, Jesus fitou os olhos de Maria e a fez compreender a dor de sua alma. Não pôde dizer-lhe palavra, porém a fez compreender que era necessário que se unisse à Sua grande dor. Amados irmãos, a união da grande dor de Maria e Jesus nesse encontro tem sido a força de tantos mártires e de tantas mães aflitas!

Almas que temem o sacrifício aprendam nesta meditação a se submeterem à vontade de Deus, como Maria e Jesus se submeteram! Aprendam a calar nos seus sofrimentos.

No nosso silêncio, nesta dor imensa, armazenamos riquezas imensuráveis! Nossas almas hão de sentir a eficácia desta riqueza na hora em que, abatidos pela dor, recorrermos a Maria, fazendo a meditação deste encontro dolorosíssimo. O valor do nosso silêncio se converte em força, quando nas horas difíceis soubermos recorrer à meditação desta dor!

Como é precioso o silêncio nas horas de sofrimentos! Há almas que não sabem sofrer uma dor física, uma tortura de alma em silêncio; desejam logo contá-la para que todos o lastimem! Jesus e Maria tudo suportaram em silêncio por amor a Deus!

A dor humilha e é na santa humildade que Deus edifica! Sem a humildade, trabalhamos em vão; vejam pois como a dor é necessária para a nossa santificação.

Aprendamos a sofrer em silêncio, como Maria e Jesus sofreram neste doloroso encontro no caminho do Calvário.  

5ª. Dor - Aos pés da Cruz

Na meditação desta dor encontraremos consolo e força para nossas almas contra mil tentações e dificuldades e aprenderemos a ser fortes em todos os combates de nossa vida.

Contemplemos Maria aos pés da Cruz, assistindo à morte de Jesus, com a alma e o coração transpassados com as mais cruéis dores!

Não nos escandalizemos com o que fizeram os judeus! Eles diziam: 'Se Ele é Deus, por que não desce da cruz e se livra a si próprio?!' Infelizes aqueles que não crêem que Jesus é o Messias. Não podem compreender que um Deus se humilhasse tanto e que a sua divina doutrina pregava a humildade. Jesus precisava dar o exemplo, para que seus filhos tivessem a força de praticar uma virtude, que tanto custa aos filhos deste mundo, que têm nas veias a herança do orgulho. Infelizes os que, à imitação dos que crucificaram a Jesus, ainda hoje não sabem se humilhar!

Depois de três horas de tormentosa agonia, Jesus morre, deixando Maria na mais negra escuridão! Sem duvidar um só instante, ela, contido, aceitou a vontade de Deus e, no seu doloroso silêncio, entregou ao Pai sua imensa dor, pedindo, como Jesus, perdão para os criminosos.

Entretanto, quem a confortou nessa hora angustiosa? Fazer a vontade de Deus foi o seu conforto; saber que o Céu foi aberto para todos os filhos foi seu consolo! Porque Maria também no Calvário foi provada com o abandono de toda consolação!

Sofrer em união com os sofrimentos de Jesus encontra consolo; sofrer por ter feito o bem neste mundo, recebendo desprezos e humilhações encontra força.

Que glória para nossas almas se um dia, por amarmos a Deus com todo o nosso coração, formos também perseguidos!

Aprendamos a meditar muitas vezes esta dor, que ela nos dará força para sermos humildes: virtude amada de Deus e dos homens de boa vontade.

 6ª. Dor - Uma lança atravessa o Coração de Jesus

Com a alma imersa na mais profunda dor, Maria viu Longinus transpassar o coração de seu Filho, sem poder dizer uma palavra! Derramou muitas lágrimas... Só Deus pode compreender o martírio desta hora, na alma e no coração!

Depois depositaram Jesus em seus braços, não cândido e belo como em Belém... Morto e chagado, parecendo mais um leproso do que aquele adorável e encantador menino, que tantas vezes apertara ao seu coração!

Se Maria tanto sofreu, não será ela capaz de compreender os nossos sofrimentos? Por que, então, não recorramos a Maria com mais confiança, ela que tem tanto valor diante do Altíssimo?

Por muito ter sofrido aos pés da cruz, muito lhe foi dado! Se não tivesse sofrido tanto, não teria recebido os tesouros do Paraíso em suas mãos.

A dor de ver transpassar o Coração de Jesus com a lança, conferiu a Maria o poder de introduzir, em seu amável Coração, a todos aqueles que a ele recorrerem. Corramos todos a Maria, porque ela pode nos colocar dentro do Coração Santíssimo de Jesus Crucificado, morada de amor e de eterna felicidade!

O sofrimento é sempre um bem para a alma. Regozijemo-nos, pois, com Maria, que foi a segunda mártir do Calvário! Sua alma e seu coração participaram dos suplícios do Salvador, conforme a vontade do Altíssimo, para reparar o pecado da primeira mulher! Jesus foi o novo Adão e Maria a nova Eva, livrando assim a humanidade do cativeiro no qual se achava presa.

Para correspondemos, porém, a tanto amor, sejamos muito confiantes em Maria, não nos afligindo nas contrariedades da vida; ao contrário, confiemos todos os nossos receios e dores a Ela, que saberá dar em abundância os tesouros do Coração de Jesus!

Não nos esqueçamos de meditar esta imensa dor, quando nossa cruz estiver pesada. Nela encontraremos força para sofrer por amor a Jesus que sofreu na Cruz a mais infame das mortes.

7ª. Dor - Jesus é sepultado

Quanta dor padeceu Maria quando teve que ver sepultado seu Filho. A quanta humilhação seu Filho se sujeitou, deixando-se sepultar, sendo Ele o mesmo Deus! Por humildade, Jesus submeteu-se à própria sepultura, para depois, glorioso, ressuscitar dentre os mortos!

Bem sabia Jesus o quanto Maria sofreria vendo-o sepultado; não a poupando, quis que Maria também fosse participante na sua infinita humilhação!

Vejamos como Deus amou a humilhação! Tanto que deixou-se sepultar nos santos Sacrários, a esconder sua majestade e esplendor, até o fim do mundo! Na verdade, o que se vê no Sacrário? Apenas uma Hóstia Branca e nada mais! Ele esconde sua magnificência debaixo da massa branca das espécies de pão! E não o admiramos tanto quanto Ele merece, por Jesus assim Se humilhar até o fim dos séculos!

A humildade não rebaixa o homem, pois Deus Se humilhou até à sepultura e não deixou de ser Deus.

Se queremos corresponder ao amor de Jesus, devemos mostrar que O amamos, aceitando as humilhações. A aceitação da humilhação nos purifica de toda e qualquer imperfeição e, desprendendo-nos deste mundo, passamos desejar mais intensamente o Paraíso.

Apresentamos estas sete Dores de Maria, não para queixar somente, mas para mostrar as virtudes que devemos praticar, para um dia estar ao seu lado e ao lado de Jesus! Receberemos a glória imortal, que é a recompensa das almas que, neste mundo, souberam morrer para si, vivendo só para Deus!

Nossa Mãe nos abençoa e nos convida a meditar muitas vezes nestas palavras ditadas, porque muito nos amo.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Seguindo o exemplo da Virgem Maria

Não sabemos para onde apontam os sinais da realidade brasileira em momentos de campanhas eleitorais e do cenário de julgamento do mensalão. Será que, em tudo isso, está a vitória do povo brasileiro? Quem sairá ganhando? Quem vai perder? É a grande incógnita de um país que não prima pela justiça.
A Festa da Assunção de Maria contempla a vitória de Jesus Cristo sobre todos os poderes que tentam impedir a construção do reino de Deus. Maria é sinal da Igreja, cuja missão é conduzir o povo para a condição de liberdade e de vida feliz. Isto acontece na prática da fraternidade e da partilha em gesto de justiça.

A fé e o compromisso com o reino da vida são fundamentais. Isto é condição para que a pessoa seja sinal e aponte para o bem de forma correta. A fé na Palavra de Deus gera compromisso e faz das pessoas discípulas e missionárias de uma cultura de paz. Isto supõe dizer nas palavras de Maria: “Eis a serva do Senhor” (Lc 1, 38).

Quando vamos ao encontro do outro, como fez Maria em relação a Isabel, algo de revelador acontece. A generosidade, o serviço, o querer ajudar os mais necessitados acaba sendo sinal da presença de Deus, fazendo a pessoa superar todo tipo de atitude egocêntrica, egoísta e alheia às carências dos marginalizados da comunidade.

Tudo na natureza e na
história está submetido ao poder de Deus, mas é uma realidade também sujeita à ação do mal. O Apocalipse apresenta a figura do “dragão” que está, a todo momento, desarticulando os planos do Criador. É o retrato de quem sinaliza o poder destruidor, seja de autoridades ou de pessoas comuns.

Não podemos viver esperanças vãs nem uma fé inútil, porque deixamos de ser sinal de vida para o mundo. Maria, com muitos títulos, foi sinal de uma nova realidade. 
Ela é sinal da Igreja com a missão de levar Cristo para as pessoas.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Seja sal, luz e fermento no mundo.

O Povo de Deus, conduzido por Moisés através do deserto, rumo à Terra Prometida, passou por muitas e diversificadas crises. O próprio Moisés teve suas dificuldades, pois deveria conduzir uma multidão de gente de "cabeça dura". Como muitos líderes de todas as épocas da história, a conselho de seu sogro (Cf. Ex 18,1-27), aprendeu a compartilhar seu trabalho com homens escolhidos sem acumular, nas próprias mãos, o poder e as múltiplas tarefas que comportava o cuidado da viagem pelo deserto. Aarão, Josué e tantos outros encontraram seu lugar para viver ao lado de Moisés o chamado que lhes era próprio.

O correr da história sagrada apresenta juízes, profetas e reis, todos chamados a exercer um serviço inestimável, chamados e inspirados por Deus. E que dizer de mulheres fortes, como Sara, Rute, Judite, Débora e muitas outras?
Muitas foram as pessoas conduzidas pelo Espírito do Senhor, cuja lembrança a Escritura registra, para que as sucessivas gerações estivessem abertas ao apelo de Deus. E não foram poucas as circunstâncias e os desafios experimentados por todas estas pessoas, preciosas aos olhos de Deus.

Os Evangelhos se abrem com a graça do chamado: Maria e José, Zacarias e Isabel, Simeão e a profetiza Ana, os discípulos de Jesus e, dentre eles, os doze apóstolos. E do meio do povo que seguia Jesus, conversões, curas, seguimento estrito do Senhor se multiplicam, oferecendo a moldura para toda aventura que se chame humana. Mais adiante, no Tempo do Espírito, relatado pelos Atos dos Apóstolos, entra na lista ler e rezar a Escritura Sagrada, ato de envolver-se com o mistério do chamado, a graça da vocação.

Homens firmes e provados, como os primeiros diáconos, convertidos como o eunuco da estrada de Gaza, o centurião Cornélio ou, mais do que todos, São Paulo, o apóstolo das gentes. Em todos, resplandece as armadilhas de amor tramadas por Deus para a graça do chamado.
Na Igreja de Jesus Cristo, em todas as épocas e situações, a realidade do chamado se faz presente. Vocação foi o chamado de eremitas e monges, cuja solidão foi habitada pela presença do Senhor e pelas muitas pessoas que, desde o princípio, foram atrás deles, porque procuravam Deus. Sua vida suscitou seguidores e, até hoje, existem e sempre existirão pessoas chamadas ao silêncio e ao claustro. Vocação são os grandes carismas, a pobreza com São Francisco, a contemplação com São João da Cruz e Santa Teresa D’Ávila, a pregação com São Domingos.

Vocação foi o apelo de Deus para o surgimento das Ordens e Congregações Religiosas, criadas para responder aos desafios sociais, à educação das crianças, adolescentes e jovens, ao cuidado da saúde, como as famílias de pessoas consagradas que Deus inspirou no século dezenove e no início do século vinte ou muitas Congregações missionárias. Vocação são as novas formas de dedicação a Deus, chamadas “Comunidades Novas”.

Desde o princípio, o Senhor chamou homens para o episcopado, o presbiterado e o diaconado, o ministério ordenado, para o serviço da Palavra, do Altar e do Pastoreio. Trata-se de um chamado específico dentro da Igreja, são as vocações que brotam em nossas comunidades paroquiais.

Se alguém não se sentir tocado por tais “vagas” de trabalho, certamente é porque seu lugar, de uma imensa e qualificada maioria, é a do leigo ou leiga, presente na Igreja, comprometido com os valores do Evangelho, vocação magnífica para ser sal, luz e fermento no mundo, oferecendo-se como hóstia agradável a Deus. Mais ainda! Que lugar carregado de dignidade é aquele ocupado pelas pessoas chamadas ao matrimônio, homens e mulheres encarregados de realizar, nos lares cristãos, a imagem do relacionamento existente na família mais perfeita, Pai e Filho e Espírito Santo.

Existe um mistério que toca, de perto, todos os homens e mulheres batizados, sem exceção, no olhar pessoal de Deus, nosso Criador e Guia, que quer dizer, de novo, neste mês dedicado às vocações (Cf. Mt 20,1-16):
“Por que estais aí o dia inteiro desocupados? Ide vós também para a minha vinha”. Deus acompanha os fiéis e os cumula com Sua inesgotável bondade, restaurando o que por Ele mesmo foi criado e conservando o que foi restaurado. Há muito a fazer, quando as pessoas, mesmo quando não se expressam assim, gritam insistentemente (Jo 6,28): “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” Quem acolhe Sua graça não pode ficar indiferente! O mundo em que vivemos clama pela nossa resposta ao chamado de Deus e pelo nosso testemunho qualificado, grita pela nossa vocação!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Pai Nosso: a oração dos filhos.

Com o Pai Nosso, Jesus Cristo nos ensina a nos dirigirmos a Deus como Pai: "Orar ao Pai é entrar em Seu mistério, tal como Ele é, e tal como o Filho no-lo revelou: “A expressão Deus Pai nunca fora revelada a ninguém. Quando o próprio Moisés perguntou a Deus quem Ele era, ouviu outro nome. A nós este nome foi revelado no Filho, pois este nome novo implica o novo do Pai” (Tertuliano, De oratione, 3)» (Catecismo, 2779).

Ao ensinar o Pai Nosso, Jesus revela também a Seus discípulos que eles foram feitos partícipes de Sua condição de Filho. Mediante a revelação desta oração, os discípulos descobrem uma especial participação deles na filiação divina, da qual São João dirá no prólogo de seu Evangelho: “A quantos acolheram-No (isto é, a quantos acolheram ao Verbo feito carne), Jesus deu o poder de chegar a ser filhos de Deus” (Jo 1,12). Por isso, com razão, rezam segundo seu ensino: Pai Nosso".

Jesus Cristo sempre distingue entre "meu Pai" e "vosso Pai" (cf. Jo 20,17). De fato, quando Ele reza, nunca diz Pai Nosso. Isto mostra que Sua relação com Deus é totalmente singular. Com a oração do Pai-Nosso, Jesus quer fazer conscientes Seus discípulos de sua condição de filhos de Deus, indicando, ao mesmo tempo, a diferença que há entre Sua filiação natural e nossa filiação divina adotiva, recebida como dom gratuito de Deus. 
 
A oração do cristão é a oração de um filho de Deus  que se dirige a seu Pai com confiança filial, a qual "se expressa nas liturgias de Oriente e de Ocidente com a bela palavra, tipicamente cristã: 'parrhesia', simplicidade sem rodeios, confiança filial, segurança alegre, audácia humilde, certeza de ser amado (cfr. Ef 3, 12; Hb 3, 6; 4, 16; 10, 19; 1 Jo 2, 28; 3, 21; 5, 14)" (Catecismo, 2778). O vocábulo “parrhesia” indica, originalmente, o privilégio da liberdade de palavra do cidadão grego nas assembleias populares, e foi adotado pelos padres da Igreja para expressar o comportamento filial do cristão ante seu Deus. Ao chamar Deus como 'Pai Nosso', reconhecemos que a filiação divina nos une a Cristo, "primogênito entre muitos irmãos" (Rm 8, 29), por meio de uma verdadeira fraternidade sobrenatural. A Igreja é esta nova comunhão divina e dos homens (cf. Catecismo, 2790).
Por isso, a santidade cristã, ainda sendo pessoal e individual, nunca é individualista ou egocêntrica: "Se rezamos verdadeiramente ao nosso Pai, saímos do individualismo, pois o amor que acolhemos nos liberta. O adjetivo 'nosso', no começo da oração do Senhor, bem como o 'nós' dos quatro últimos pedidos, não exclui ninguém. Para que se diga em verdade (cfr. Mt 5, 23-24; 6, 14-16), devemos superar nossas divisões e oposições" (Catecismo, 2792).
A fraternidade, que estabelece a filiação divina, estende-se também a todos os homens, porque, em verdadeiro modo, todos são filhos de Deus —criaturas suas— e estão chamados à santidade: "Na terra, há apenas uma raça: a dos filhos de Deus". Por isso, o cristão tem de se sentir solidário na tarefa de conduzir toda a humanidade para Deus.

A filiação divina nos impulsiona ao apostolado, uma manifestação necessária de filiação e fraternidade: "Pense nos demais —antes que nada, nos que estão a Seu lado— como nos que são filhos de Deus, com toda a dignidade desse título maravilhoso".

Temos de nos portar como filhos de Deus com os filhos d'Ele: o nosso tem de ser um amor sacrificado, diário, feito de mil detalhes de entendimento, de sacrifício silencioso, de entrega que não se nota.


Manuel Belda
Fonte: Canção Nova.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Um amigo verdadeiro nos conduz para o céu.

“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos” (Jo 15,13). É desta forma que Jesus expressa a beleza e a grandeza do dom da amizade, cuja fonte é o próprio Deus, e dela podemos beber sempre, porque jamais se esgotará.
O amigo por excelência, que todos nós precisamos ter, é Jesus, e o maravilhoso é que Ele nos considera Seus amigos. Todas as outras amizades devem ser por causa d’Ele.
A amizade tem a sua origem no céu; é um dom que nasce do coração de Deus. Um verdadeiro amigo tem uma forte influência na nossa vida, a ponto de ele poder nos ajudar em certas coisas, que, muitas vezes, nem a nossa família consegue fazê-lo.
Peçamos hoje a Jesus a graça de vivermos na Sua amizade.

Jesus, eu confio em Vós!
Fonte: Canção Nova.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O Escapulário da Virgem do Carmo.


O Papa João Paulo II, a espiritualidade mariana dos carmelitas e a vivência da consagração a Nossa Senhora.
Em sua forma original, um escapulário é feito com dois pedaços de pano marrom unidos por um cordão. Um dos pedaços traz a estampa de Nossa Senhora do Carmo e o outro, a do Sagrado Coração de Jesus. Escapulário tem como origem a palavra scapulas (latim), que significa "ombros", pois, sobre estes é feita a sua imposição. Os religiosos carmelitas usam o escapulário como símbolo da sua consagração religiosa à Ordem de Nossa Senhora do Carmo, mais conhecida como Ordem dos Carmelitas. Para os demais cristãos, o escapulário é símbolo de sua devoção à Virgem do Carmo.
A Ordem dos Carmelitas foi fundada no século XI, em Monte Carmelo. No dia 16 de julho de 1251, em meio a muitas dificuldades, São Simão Stock, superior geral da Ordem, rezava no convento de Cambridge, na Inglaterra. Em sua oração, o santo pediu a Nossa Senhora um sinal visível de sua proteção. Em resposta, ele recebeu da Virgem Maria o escapulário com uma promessa: "Recebe, filho amado, este escapulário. Todo o que com ele morrer, não padecerá a perdição no fogo eterno. Ele é sinal de salvação, defesa nos perigos, aliança de paz e pacto sempiterno”.
A festa de Nossa Senhora do Carmo, celebrada pelos Carmelitas, no dia 16 de julho desde 1332, foi estendida a toda a Igreja em 1726 pelo Papa Bento XIII. Por ocasião do aniversário de 750 anos da devoção mariana do escapulário, o Papa João Paulo II disse que a Virgem Maria “já vive em si o que cada fiel deseja realizar no mistério de Cristo e da Igreja” (cf. SC 103; LG 53). Por isso, os Carmelitas escolheram Maria como padroeira e mãe espiritual, aquela que guia a todos para o perfeito conhecimento e imitação de Cristo. 
João Paulo II diz que a forma mais genuína da devoção à Virgem Maria, expressa pelo humilde sinal do escapulário, é a consagração ao seu Imaculado Coração (cf. Pio XII, Carta Neminem profecto; LG, 67). Pela consagração se realiza, no coração dos fiéis, uma crescente comunhão e familiaridade com Nossa Senhora. Trata-se de uma maneira nova de viver para Deus e de continuar aqui na terra o amor do Filho à sua mãe Maria.
Andrea Riccardi, historiador e acadêmico italiano, fundador da Comunidade de Santo Egídio, conheceu de perto o Santo Padre e escreveu sobre sua devoção no livro “João Paulo II: a biografia”. Nele, o autor fala sobre a vivência da consagração do Pontífice: “Esta piedade acompanhará toda a vida de João Paulo II que, desde jovem, anda com o escapulário de Senhora do Carmelo”. O Papa polonês uniu as duas espiritualidades: a devoção a Nossa Senhora do Carmo e a consagração segundo o método do “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, de São Luís Maria Grignion de Montfort.
João Paulo II afirmava que o escapulário é sinal da “proteção contínua da Virgem Santíssima, não só ao longo do caminho da vida, mas também no momento da passagem para a plenitude da glória eterna”. No entanto, a devoção a Maria não pode se limitar a orações e oferecimentos em sua honra em algumas momentos, mas “deve constituir um hábito, isto é, um ponto de referência permanente do seu comportamento cristão, tecido de oração e de vida interior, mediante a prática frequente dos sacramentos e o exercício concreto das obras de misericórdia espiritual e corporal”.
O escapulário é sinal da aliança e da comunhão recíproca entre Maria e os fiéis. Ele traduz, de maneira concreta, a entrega que Jesus fez na cruz. Cristo entregou a João, e nele a todos nós, a sua mãe. Neste mesmo ato, confiou o seu apóstolo predileto e, também nós, a Virgem Maria, constituindo-a nossa mãe espiritual (cf. Jo 19, 25-27).
As palavras do Papa João Paulo II aos religiosos e às religiosas do Carmelo e aos demais fiéis que veneram filialmente a Virgem Maria são um convite também para nós, hoje, para “crescer no seu amor e irradiar, no mundo, a presença desta mulher do silêncio e da oração, invocada como mãe da misericórdia, mãe da esperança e da graça”.
Natalino Ueda
Fonte: Canção Nova.

sábado, 7 de julho de 2012

Jesus, o Rei dos reis.

O próprio Jesus, diante de Pilatos, proclamou ser Rei. E testemunhou que o Reino d'Ele não era deste mundo, como Pilatos pensava:

Pilatos entrou, de volta, no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o Rei dos Judeus? Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”. (Jo 18,33.36).

Jesus se declara Rei, mas afirma que o Reino d'Ele é totalmente diferente. Ele realmente é Rei dos reis, e Senhor dos senhores, e não pode deixar de sê-lo. Essa é a essência de Cristo, porque o Pai O constituiu Rei e Senhor.

É importante para nós que Jesus seja nosso Rei. A maior alegria de Jesus, Rei, é que permaneçamos firmes na Igreja que Ele nos deu.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Creio no Espírito Santo



A Terceira Pessoa da Santíssima Trindade coopera com o Pai e o Filho desde o início do desígnio de nossa salvação até sua consumação, mas, nos “últimos tempos” – inaugurados com a Encarnação redentora do Filho –, o Espírito se revelou e nos foi dado, foi reconhecido e acolhido como Pessoa (cfr. Catecismo, 686).

Por obra do Espírito, o Filho de Deus se fez Carne nas entranhas puríssimas da Virgem Maria. O Espírito O ungiu desde o início; por isso, Jesus Cristo é o Messias desde o início de Sua humanidade, isto é, desde Sua própria Encarnação (cf. Lc 1,35). Jesus Cristo revela o Espírito com Seus ensinamentos, cumprindo a promessa feita aos patriarcas (cf. Lc 4, 18s), e o comunica à Igreja nascente, exalando o Seu alento sobre os apóstolos, depois de Sua Ressurreição (cf. Compêndio, 143).

No dia de Pentecostes,
o Espírito foi enviado para permanecer, desde então, na Igreja, Corpo místico de Cristo, vivificando-a e guiando-a com Seus dons e com a Sua presença. Por isso se diz também que a Igreja é Templo do Espírito Santo, e que Este é como a alma da Igreja.
No dia de Pentecostes, o Espírito desceu sobre os apóstolos e os primeiros discípulos, mostrando, com sinais externos, a vivificação da Igreja fundada por Cristo. “A missão de Cristo e do Espírito se converte na missão da Igreja, enviada para anunciar e difundir o mistério da comunhão trinitária” (Compêndio,144). O Paráclito faz o mundo entrar nos “últimos tempos”, no tempo da Igreja.

A animação da
Igreja pelo Espírito Santo garante que se aprofunde, conserve-se, sempre vivo e sem perda, tudo o que Cristo disse e ensinou nos dias em que viveu na Terra, até Sua ascensão; além disso, pela celebração-administração dos sacramentos, o Espírito santifica a Igreja e os fiéis, fazendo com que ela continue sempre a levar as almas a Deus.

“A missão do Filho e a do Espírito Santo são inseparáveis, porque, na Trindade indivisível, o Filho e o Espírito são distintos, mas inseparáveis. Com efeito, desde o princípio até o fim dos tempos, quando Deus envia Seu Filho, envia também Seu Espírito, que nos une a Cristo na fé, a fim de que possamos, como filhos adotivos, chamar a Deus de ‘Pai’ (Rm 8, 15).
O Espírito é invisível, mas nós o conhecemos por meio de Sua ação, quando nos revela o Verbo e quando atua na Igreja” (Compêndio, 137).
Miguel de Salis Amaral
Fonte: Canção Nova.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Eu creio, Senhor, mas aumentai a minha fé!

Todos os dias, sobre o altar, Jesus renova Seu sacrifício por causa da nossa pobreza, porque somos ainda pouco santos e muito pecadores.

Jesus, em cada celebração da Santa Missa, se apresenta a nós com as mãos e pés chagados e nos diz: “Toquem minhas mãos, toquem meus pés”; da mesma forma fez quando apareceu a Tomé, que não acreditava na ressurreição d'Ele. Jesus chegou mostrando-lhe Suas chagas e dizendo: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado e não sejas incrédulo”(Jo 20,27).

Depois dessas palavras, Tomé caiu de joelhos diante de Jesus. Olhando para as chagas de Suas mãos e do Seu lado, disse ao Senhor: “Meu Senhor e meu Deus!”. Jesus acrescentou: “Creste porque me viste. Bem-aventurados os que não viram e creram!” (Jo 20,29).

Isso se refere a nós. Aí está nossa bem-aventurança. Por isso, precisamos professar: “Eu creio, Senhor, mas aumentai a minha fé!”.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fonte: Canção Nova.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Dê a Nossa Senhora a chave de sua casa

No sonho de Dom Bosco, o Papa fazia com que a barca da Igreja chegasse entre as duas colunas: Maria e a Eucaristia. É preciso consagrar a nossa família e a nossa casa àqueles que são os seus verdadeiros donos. Se você ainda não deu a eles o direito de serem os donos do seu lar, está na hora de fazê-lo! Se as coisas andam erradas, certamente é porque você ainda insiste em ser o dono da sua casa. Quem somos nós para solucionar alguma coisa!

É preciso dar a Nossa Senhora a chave da nossa casa, e fazer com que ela seja a dona. Precisamos consagrar a nossa casa a ela. Não precisa ficar com medo! A primeira coisa que a Virgem Maria vai fazer quando você a constituir dona da sua casa é entronizar Jesus nela. "Entronizar" quer dizer "colocar no trono". Ela vai sentar-se no trono da sua casa e ficará ao lado de Jesus, humilde, olhando para Ele, para nós, para a nossa casa, apontando para Jesus, apresentando-Lhe nossos problemas e as dificuldades. 

Há quem diga que estamos idolatrando Nossa Senhora. Não se trata de idolatria. Ela é dona e rainha mesmo, mas sabe qual é o lugar dela. Ela não vai tirar o lugar de Cristo. Ao contrário, irá devolver a Jesus o lugar que Ele não está tendo em nossa casa. Está na hora de consagrar a nossa casa a Virgem Maria. Tenha certeza de que, consagrando-a a ela, a nossa casa será consagrada a Jesus, o Senhor.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib.
Fonte: Canção Nova.